sexta-feira, abril 23, 2010

Pela reintegração do CAH

Pensando acerca dos motivos pelos quais há certa apatia nos estudantes, principalmente referindo-nos ao nosso campus, UNESP Franca, não podemos deixar de conceber, apesar das especificidades de nosso caso, de que estamos inseridos em um contexto mais amplo, em que diversos fatores agem em nossos modos de pensar e agir. Esses fatores tais como a globalização, tecnocratização do ensino, sofisticação e grande complexidade da sociedade, sobretudo, alienação do individuo frente aos processos de construção política, dos processos pelos quais obtêm seu alimento, cultura, bens de consumo, etc. agem em favor de um distanciamento cada vez maior entre as pessoas na sociedade.
Esse distanciamento vem contribuindo para a falta de sensibilidade e uma mortificação nas dinâmicas das relações sociais, não somente observável dentro do cotidiano das famílias e suas organizações, mas também nos relacionamentos dentro do trabalho, na sala de aula, entre outros; dentro desse contexto social o outro não é visto como essencial à existência, assim como o individuo tem dificuldade de perceber-se como essencial para a formação e manutenção da sociedade. A sensação ocasionada por um distanciamento em que um indivíduo enxerga-se como alheio ao próximo, configura-se como alienação, apatia, xenofobia; ou ainda pode configurar como solidão e inadequação, mesmo que ainda esteja envolvido por toda uma esfera de pessoas.
A missão de um centro acadêmico, dentre outras obrigações, é tentar criar laços entre os estudantes, entre a instituição e os alunos, entre docentes e discentes, a fim de uma melhoria qualitativa e quantitativa na universidade. Um centro acadêmico além de lutar por um curso de qualidade e infra-estrutura, deve lutar por um conteúdo programático que reflita os desejos do corpo discente e que os estudantes sintam-se partícipes da formação dos espaços; um centro acadêmico deve lutar para que os alunos aproveitem ao máximo os benefícios da instituição, no entanto deve entender que uma universidade pública é direito de todo cidadão e que o conhecimento criado e propagado por ela deve atender às necessidades da sociedade para a qual trabalha.
Nós da chapa PALMARES entendemos que não é possível obtermos resultados concretos sem uma nova concepção sobre o papel dos centros acadêmicos; como integrantes do movimento estudantil, buscamos a participação dos integrantes do curso de História, para que juntos acabemos com a apatia, distanciamento entre os desejos dos estudantes e a universidade, alunos e movimento estudantil, entre o individuo e o social.



Rene ( Ponei) 2º Ano de História Matutino.

sexta-feira, abril 16, 2010

Carta Proposta

Carta Proposta CAH - Palmares

Acreditamos que se faz necessário, antes de tudo, que possamos discutir a situação da educação no Brasil, principalmente do Ensino Superior (universidades e faculdades) para compreendermos profundamente o papel que pode cumprir uma entidade estudantil e também entendermos as tarefas que o Movimento Estudantil brasileiro apresenta a sua frente.

A universidade no Brasil hoje...

A Universidade brasileira, desde sua fundação nos tempos monárquicos assim como no século XX sempre apresentou um traço marcante e fundamental: ser extremamente ELITISTA – ou seja, destinada para poucos.
Em certa medida, a criação da Unicamp e da Unesp (1966 e 1976 respectivamente), que aconteceu de maneira mais tardia do que o próprio surgimento da USP (1934), não resolveu este problema. Por mais que possamos enxergar (com muito esforço!!) uma expansão de vagas das universidades nas décadas de 50 e 60 (expansão bastante “tímida”), esse processo foi extremamente restrito para os setores das classes médias, excluindo a grande maioria da população brasileira – a classe trabalhadora e o povo pobre.
No Brasil, a expansão significativa do ensino superior acontece a partir da década de 90 (diferentemente dos países europeus, que acontece no pós-II Guerra Mundial, sobre o prisma da reconstrução capitalista), durante o governo FHC, mas com uma claríssima orientação NEOLIBERAL.
Essa “nova” orientação resultou numa ampliação brutal do ensino superior privado em detrimento do ensino superior público. Deste modo, o Estado estagnou o investimento as universidades públicas no que diz respeito à melhoria da qualidade de ensino, na contratação de bons professores, representando um sucateamento direto do ensino público, assim como manteve o seu traço estruturante de ser extremamente elitista, no sentido que não houve uma ampliação de vagas para que todos possam estudar em base a manutenção do vestibular (um forte filtro social que “seleciona” por uma suposta meritocracia quem pode ocupar as cadeiras da universidade). A educação que deveria ser um Direito de todos nada mais é, no Brasil, do que uma mercadoria.
Se formos pensar a educação mais de conjunto, esta orientação neoliberal fez com que o ensino público em geral (não só as universidades) fosse atacado por medidas destruidoras. Basta que vejamos hoje como se encontra a Educação no país, desde as péssimas estruturas escolares, seus currículos, livros escolares (ou cartilhas do governo) assim como as desesperadoras condições de trabalho que se encontra um professor (que recebe péssimos salários e não tem em nenhum sentido sua importante profissão valorizada). Como reflexo disto, as classes médias garantem, em sua maior parte, estudar em escolas particulares e os filhos da classe trabalhadora e do povo pobre estudam nas tão sucateadas escolas públicas. Obviamente isto tem um reflexo direto nas universidades. Basta pensarmos quem hoje ocupa as cadeiras das Universidades Públicas.
É importante que procuremos analisar com muita profundidade esse processo. Ele nos mostra de como a Universidade hoje apresenta uma CRISE muito profunda sob dois prismas: De um lado os grandes capitalistas e o Estado descontentes com os altos custos para formar uma “elite intelectual” que não ocupa uma posição diretamente ligada a produção material da sociedade - e a todo momento buscam inserir por meio de decretos e ataques a universidade nesse novo modelo produtivo (extremamente tecnológico) e por outro lado uma massa enorme da sociedade brasileira (jovens trabalhadores e o povo pobre) querendo ocupar as cadeiras do ensino público superior, já que também não consegue arcar com os altíssimos custos das mensalidades das faculdades particulares.
Só pensarmos que esta orientação neoliberal para as universidades significou concretamente a diminuição radical do investimento para as mesmas, tendo reflexos diretos que vão desde as péssimas estruturas das universidades hoje, a falta de professores qualificados, a falta de bibliotecas com livros para que os estudantes possam ter uma formação sólida e de qualidade, e fundamentalmente um ataque a PERMANÊNCIA ESTUDANTIL (que toca todos os direitos que estudantes com dificuldades sócio-econômicas devem ter garantidos para levarem a frente seus estudos), mecanismo este importantíssimo, haja visto que é ele que garante que os pouquíssimos estudantes oriundos da classe trabalhadora e do povo pobre possam hoje ocupar o espaço das universidades públicas e que tem sido brutalmente atacados, com a diminuição cada vez maior de bolsas de estudos, elevação do preço ou ausência dos Restaurantes Universitários, falta de transporte para os alunos da moradia, assim como em Franca, concretamente, a Moradia ficar cerca de 11 Km de distância do Novo Campus e o aumento do RU para 3 reais.
Portanto, por entendermos que a universidade se encontra numa profunda CRISE (no sentido de qual o papel que ela cumpre hoje para a sociedade e que tipo de mão-de-obra ela produz) e mais ainda, por entendermos que todo ataque ao ensino superior se estrutura em base a esta CRISE, está mais do que na hora que possamos discutir quais são as tarefas concretas que o Movimento Estudantil apresenta a sua frente e qual papel profundo pode cumprir uma entidade estudantil com uma nova concepção política e uma nova prática política.

POR UM NOVO MOVIMENTO ESTUDANTIL E UMA NOVA ENTIDADE!
Importância de recuperar e reconstruir o CAH e nossa compreensão de entidade militante
Entendemos que a Universidade Pública hoje sofre diversos ataques, seja de suas Direções locais, Reitorias e do próprio governo (seja Estadual e Federal). Sem dúvida nenhuma, não é só a qualidade da universidade pública que está em jogo, mas sim a sua própria existência enquanto uma instituição pública voltada (ou pelo menos que deveria se voltar e estar aberta) para o conjunto da sociedade. É só vermos cada vez mais como instituições privadas invadem o espaço universitário – na UNESP, um claro exemplo é o Banco SANTANDER, e mais ainda, de como a universidade pública cada vez mais fecha suas portas para a comunidade em que está inserida. Não é por acaso que hoje existem projetos em cumprimento para colocação de catracas em todas as esferas do espaço público da universidade, desde sua entrada, biblioteca, RU, Pólo, nitidamente para barrar os jovens e a população local em geral de adentrar os muros de nossa faculdade (a mesma população que já é barrada de poder estudar aqui por conta do mecanismo do Vestibular!).

Portanto, precisamos pensar numa entidade a luz dos acontecimentos. BASTA DE ENTIDADES ESTUDANTIS QUE MAIS SERVEM DE REPRESENTANTES DAS DIREÇÕES E DA REITORIA NO MOVIMENTO ESTUDANTIL! Precisamos construir uma entidade que seja um pólo aglutinador dos estudantes combativos (que querem avançar na defesa e melhoria de um ensino público de qualidade para todos!) sejam eles do curso de História ou de outros cursos, que não se contentam com a ordem em que estão as coisas!
É necessário que impulsionemos uma entidade que não seja descolada do conjunto dos estudantes do curso, e sim faça parte do dia-a-dia dos estudantes, nas salas de aula, sabendo responder desde os mínimos problemas de nosso curso até mesmo levantar projetos e campanhas mais gerais.
Uma chapa de uma entidade estudantil não pode em nada substituir os alunos do nosso curso. Não pode se contentar em ser uma chapa “representativa” dos estudantes, mas sim ser uma entidade presente na vida de todos os alunos, onde se expressem as distintas concepções de Movimento Estudantil, de projetos para nosso curso e de como levamos nossas lutas e bandeiras à frente. Nesse sentido, a entidade é uma expressão organizativa de nosso curso. No entanto, uma chapa e uma gestão, para merecerem existir, devem se posicionar frente à realidade do curso, do movimento estudantil e das realidades nacionais e internacionais.
Uma chapa que pretende fazer parte de uma entidade estudantil jamais pode se abster de mostrar para o conjunto do nosso curso, do nosso campus e para o movimento estudantil de conjunto como vê as tarefas que temos a frente enquanto Movimento Estudantil, que deve se plasmar a partir de uma CARTA PROPOSTA bastante clara.

LUTAR POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA, DE QUALIDADE, PARA TODOS!

O nosso programa:

Partimos do entendimento que o CAH, como qualquer entidade política, deve ser ocupada por alunos que estejam dispostos a construir IMPORTANTES E EXEMPLARES LUTAS, brigando por manter a qualidade de ensino e avançar na mesma, sempre apontando para uma DEMOCRATIZAÇÃO RADICAL DA UNIVERSIDADE, onde os alunos possam de fato decidir os rumos da mesma, conjuntamente com professores e funcionários combativos, além de lutar para que ela esteja aberta para todos os setores da sociedade.

POR UM CAH QUE ORGANIZE AS LUTAS ESTADUALMENTE E NACIONALMENTE


Nesse sentido, uma entidade combativa, que vise romper com a apatia, avançando e contribuindo nas tarefas do movimento estudantil não pode pensar em ficar isolada. As nossas dificuldades e problemas – como a falta de professores, ataques à permanência estudantil, repressão – não são exclusivas do campus de Franca, mas se expressam de maneira bastante aguda e generalizada por todas as universidades públicas do país. Portanto, nossas lutas devem estar em muita sintonia com as lutas em que acontecem na USP, UNESP (em seus mais variados campis) e UNICAMP (as três universidades estaduais paulista que partem da mesma arrecadação financeira – ICMS) e também da FATEC, instituição que tem sido atacada correndo riscos de perder seu vinculo com a UNESP. Mas, a luta estadual (USP, UNESP e UNICAMP) deve apontar para a construção de um movimento estudantil nacional sólido, democrático que defenda até o fim a defesa de um ensino público de qualidade.


POR UM CAH QUE EXTRAPOLE OS MUROS DA UNIVERSIDADE

É muito importante pontuarmos que, como qualquer instituição de nossa sociedade, a universidade também apresenta em si, todas as contradições da sociedade em que vivemos. Desse modo, a luta dentro da nossa universidade não pode estar descolada da luta junto com outros setores da sociedade, que aliados conosco, podem nos ajudar a lutar e resgatar o verdadeiro sentido de um ensino superior público.
Nesse sentido, se faz necessário um Centro Acadêmico ativo e militante, que consiga se ligar a todas as lutas que a classe trabalhadora e o povo pobre se coloquem, caminhando na perspectiva de uma transformação profunda da universidade tal qual temos hoje.

POR UMA REAL DEMOCRACIA NA UNIVERSIDADE

É fundamental que entendamos que, a universidade pública se encontra na situação atual por conta de sua estrutura totalmente ANTIDEMOCRÁTICA, onde alunos e funcionários (a maioria numérica e de fato os dois setores mais preocupados com os rumos do ensino público) apenas se representam nos órgãos deliberativos de forma “simbólica”, seguindo as proporcionalidades de 15% para estudantes e funcionários e 70% para professores.
É necessário que discutamos de fato qual governo queremos para a universidade!
Uma Universidade que seja governada por meia-dúzia de professores (que muitas vezes nem se quer aparecem nas aulas!) ou então, por um governo democrático dos três setores com maioria estudantil (já que somos o setor dentro da universidade mais dinâmico e numericamente expressivo!).
Somente questionando o regime universitário conseguiremos avançar em nossas demandas, como contratação de mais professores, pela ampliação da permanência estudantil, contra a repressão, por uma universidade de fato publica, gratuita e de qualidade, lado-a-lado dos professores e funcionários combativos.

ABAIXO A REPRESSÃO!

Não podemos defender mudanças na universidade – sua democratização radical, desde o acesso, até a permanência e por fim para onde vai seu conhecimento – sem que entendamos qual o principal mecanismo utilizado pelas diretorias, reitorias e governos aos que lutam por um ensino público: A REPRESSÃO!
Dessa maneira, nós, enquanto CAH, nos colocamos irredutivelmente contra qualquer processo repressivo a alunos, funcionários e professores.
Além disso, por entendermos também que a repressão (física ou moral) é o mecanismo de conter os que lutam, é importante vermos que a repressão não existe somente dentro dos muros da universidade. Muito pelo contrário, ela é utilizada cotidianamente contra estudantes, funcionários e professores, mas também contra os trabalhadores e o povo pobre que ousam se rebelar contra a ordem pré-estabelecida.

- DEFESA E AMPLIAÇÃO DA PERMANENCIA ESTUDANTIL
- PELA IMEDIATA CONSTRUÇÃO DA MORADIA ESTUDANTIL
- CONTRA O AUMENTO DO RU
- PELA CONTRATAÇÃO DE BONS PROFESSORES
- QUE O MOVIMENTO ESTUDANTIL SE CONSTRUA DESDE A SUA BASE
- ROMPER A SEPARAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS E DAS FACULDADES PRIVADAS
- PELA IMEDIATA REINCORPORAÇÃO DO FUNCIONÁRIO FRED



NOSSO MÉTODO

Nossa chapa visa a promoção de informações e debates no âmbito de levantar discussões que desenvolvam ou, ao menos, tentam desenvolver um senso crítico, despertando a criticidade no que toca ao movimento estudantil e suas ramificações, bem como a situação da comunidade que rodeia os muros da universidade, no intuito de derrubar esses símbolos e expandir as discussões a nível nacional e internacional que propiciem uma maior compreensão do panorama histórico que se forma, visando sempre melhorar o nível de aproveitamento do nosso curso.
Construir um período de conscientização durante a nossa gestão, tentando de maneira minimamente sólida que essa luta não fique restrita à nossa administração, passando uma idéia de continuidade que reforça a noção de que não temos como proposta única à reestruturação do centro acadêmico de história, mas divulgar uma cultura de mobilização estudantil; que desperte, ou ao menos, alerte os estudantes para tudo que se passa ao seu lado.

Representações

Firmando a presença do curso de história na universidade, a chapa pretende aproveitar todos os espaços de diálogo e representação que já existem. Tendo em vista a concepção de Centro Acadêmico que já demonstramos, todas as decisões e deliberações a serem tomadas nos espaços em que os representantes discentes do curso tenham voto, tanto em relação ao curso quanto à universidade em geral, serão tomadas a partir da convocação e realização de assembléias de curso, levando o posicionamento da maioria dos estudantes aos espaços como o Conselho de Entidades, Congregação, Conselhos de curso, comissões (Restaurante Universitário, moradia, TCC) etc.
Visando construir uma nova prática política, além da integração e a facilidade de comunicação com todas as turmas do curso, pretendemos, nas reuniões do CA, ter um ou mais representantes por sala (diurno e noturno), sendo que cada um deles será delegado por sua respectiva sala para expressar todas as posições e concepções presentes no curso.

POR UMA ARTE PRESENTE NA UNIVERSIDADE

Partindo da noção de que o fomento à cultura contribui significativamente para a formação intelectual do estudante, bem como auxilia na formação de uma identidade própria, enquanto cidadão, a proposta da nossa gestão para o centro acadêmico é promover espaços de socialização da cultura nacional e internacional, de discussão da arte. Tentar conciliar a idéia de conscientização com a de sensibilização, com o intuito de despertar no estudante o apreço à cultura de (re)estudar formas alternativas de viver, de encarar as crises que estão mudando os processos de existir, ou seja, auxiliar o estudante a encontrar soluções para alterar a comunicação humano-ambiente, sem esquecer que ambiente não diz respeito somente à natureza e os atuais processos de degradação do planeta, mas também as pessoas que nele vivem no intuito de tentar tornar visível que é necessário que se desenvolva uma cultura de solidariedade que permita perceber que o engajamento é a via de acesso para a construção de uma alternativa de futuro, que inclua e integre não só aquele que, hoje, estuda em uma universidade pública ou que possua “privilégios” que outros talvez não possuam, mas também aqueles que estão ao redor, os que geralmente não tem acesso ao “nosso” universo, a grande face excluída de uma sociedade que leva em conta títulos, não ações.
Dessa forma, a fim de estabelecer como serão esses espaços de socialização de cultura, estamos dispostos a promover: palestras (conferências, colóquios, mini-cursos) que complementem a formação acadêmica extra-aula; criação de um cineclube que trabalhe a idéia de promover debates; confraternizações estudantis, saraus e a re-realização de uma grande Semana Alternativa de História, dentre outros eventos.
Ao pensar em questões culturais, há outra proposta relacionada a ações que integrem os estudantes da UNESP à comunidade francana, como por exemplo, a realização de palestras, oficinas e apresentações em escolas públicas ou particulares da cidade, a fim de incitar o conhecimento de ambas as partes envolvidas; assim como a participação dos estudantes em reivindicações populares e sindicatos.

Jornal

Com base em promover uma melhor relação entre os cursos da Unesp, nossa chapa propõe a criação de um mini jornal.
Voltado a todos os alunos, o jornal propõe-se a ser um espaço de debates de assuntos internos e externos, dialogando com os demais cursos da Unesp e também com a comunidade francana. Haverá um espaço (coluna) aberto a textos de alunos, sejam eles de história, serviço social, direito ou relações internacionais, para promover assim uma melhor correlação de forças entre os Centros Acadêmicos.
Além disso, o jornal será uma importante ferramenta para que a gestão do nosso Centro Acadêmico expresse seu ponto de vista sobre temas e fatos dinâmicos (locais, nacionais e internacionais) rompendo assim com a apatia que paira sobre a universidade.
Por fim, será também uma maneira de informar os estudantes sobre as decisões tomadas em âmbito de assembléias e reuniões gerais, além de servir como instrumento de convocação.


Cine Clube

Tendo em vista a nossa visão com relação à cultura e novas formas de integração entre as atividades acadêmicas e expressões culturais, a Chapa propõe a criação de um cine clube.
Esse cine (Cine CAH), consistirá em apresentações quinzenais de filmes de acordo com determinadas temáticas (Identidade Nacional; A História no Cinema; Cinema Político; Documentários; entre outros). Após a apresentação dos filmes serão realizados debates e comentários sobres os mesmos, com alunos ou com convidados.
O Cine Clube tem como objetivo expandir a visão sobre o cinema e o tema retratado, assim como permitir ao público de Franca em geral, visando acesso e integração com aqueles que estão além dos muros da universidade.

Semana Alternativa de História
Reconstruir uma grande Semana Alternativa de História que tenha como objetivo expor e discutir as linhas historiográficas e suas variantes, visando a diversificação daquilo que já é proposto pela universidade. A Semana Alternativa se deu em um grande combate dos estudantes contra a própria estrutura de poder da universidade, onde professores sozinhos decidiam o que se devia discutir (ou seja, nada de novo!).

quarta-feira, abril 14, 2010

Panfleto

POR UM NOVO MOVIMENTO ESTUDANTIL!
PELA TRANSFORMAÇÃO RADICAL DA UNIVERSIDADE!

A Chapa Palmares é formada por estudantes de todos os anos do curso de História, que se colocam contra todos os ataques que a Educação Pública vem sofrendo historicamente. No entanto, queremos transformar radicalmente a universidade, abrindo suas portas para a classe trabalhadora e o povo pobre.
Queremos construir uma entidade que realmente exista e faça parte do nosso cotidiano, que construa lutas dentro e fora da universidade, contribuindo para o surgimento de um novo Movimento Estudantil, e que as entidades estudantis sejam uma expressão construtora deste processo.
Para que isto aconteça, se faz necessário que todos os alunos possam contribuir para o fortalecimento de uma gestão combativa para que juntos consigamos resolver os problemas do nosso curso, da universidade, apontando para uma transformação profunda da sociedade.
Propormos realizar: Incentivo a cultura (como cineclub, sarau), Semana Alternativa de História, fusão entre os estudantes da Unesp e a comunidade francana, participação efetiva dos estudantes no CAH, representações discentes fortes respaldadas pela base estudantil, contra a repressão aos que se mobilizam, contra a estrutura antidemocrática da universidade.